Revolução dos Cravos

Écrit par Angelina Caussé. Publié dans Séquences

Révolution des Œillets et Capitaines d’Avril

Cravos e Capitães. Como um capitão põe fim a uma ditadura militar e uma mulher dá nome à revolução. Como nascem mitos e heróis.

  • 1. Visionnez attentivement la vidéo d'1 minute 45.

    Celeste Caeiro, a mulher dos cravos...
    A mulher que fez a história da Revolução dos Cravos - 25 de abril de 1974

    Fonte : CMTV-Sapo

  • 1. Après trois écoutes attentives du document vidéo d'1 minute 45, essayez de compléter le texte suivant :

    CELESTE CAEIRO - A ..................................... que fez a história da Revolução dos Cravos - 25 de abril

    "Celeste Caeiro fez ..................................... : no dia 25 de abril de 1974 deu um cravo a um soldado, que o pôs no cano da ....................................., dando origem à imagem e ao nome da revolução.
    A CMTV foi falar com Celeste ..................................... anos depois."

    Jornalista - Introdução : 00:00 → 00:20

    Há 39 anos, sem saber, Celeste Caeiro deu o nome à Revolução dos Cravos.
    No dia ..................................... de Abril de 1974, foi enviada para casa pelos patrões porque na rua decorria um golpe de ..................................... .
    Levava cravos vermelhos e pelo caminho cruzou-se com os ..................................... que lutavam pela queda do ...................................... E por simples acaso, nasceu daquele encontro um símbolo da ..................................... ."

    Mulher levava cravos que ofereceu a soldados : testemunha - 00:21 → 01:45

    "... o primeiro soldado que estava assim à ponta da esquina, disse para ele :
    - O que é que estão aqui a fazer ?"
    Ele disse assim : - Olhe, estamos aqui, vamos para o Carmo – Está lá o ....................................., o Marcelo Caetano, de maneira que aqui estamos à ..................................... .
    Eu disse assim :
    - Já aqui estão há muito tempo ?
    E ele disse assim :
    - Não, disse assim, estamos aqui desde as três da ....................................., desde as quatro, não me recordo muito bem.
    Depois comecei a olhar para ele e ele disse:
    - Olhe, a senhora por acaso não tem um ..................................... ? Disse ele para mim.
    E eu (nunca fumei, naquela altura tive pena, tive sim senhora, nunca .....................................) comecei assim a olhar, assim, para ver se estava alguma ..................................... aberta porque eu tive ..................................... . E eu olhei para ele e tirei o cravo daqui, debaixo do ..................................... .
    - Olhe, não .....................................  cigarro mas tome lá, olhe. Tome lá este cravinho.
    E ele aceitou. Aceitou.
    Eu disse assim :
    - Também olhe, também se ...................... a um cavalheiro.
    E ele aceitou o cravo e pôs no cano da ..................................... .
    Pôs assim no .....................................  da espingarda e eu olhei para aquilo e foi ..................................... .
    Depois dei ao outro colega, dei ao outro colega, dei ao outro, e dei ..................................... ." 


    2. Rendez compte ensuite, en quelques lignes, des éléments que vous avez compris. 
     

  • Cravo no cano da espingarda

    Cravo no cano da espingarda do soldado

    As Pessoas

    a mulher             oferecer
    o soldado
    o cavalheiro       aceitar

    A história

    o golpe de estado - a revolução  - 25 de abril
    a queda                                               cair
    o regime político,     o  governo
    o ministro    
    (Marcelo Caetano,
    Presidente do Conselho do Estado Novo.
    Sucessor de Salazar em 1970, ano da morte do ditador.)

    O encontro

    o cravo,  a flor,    o braço      dar
    a espingarda, o cano            pôr
    a origem
    a imagem
    o símbolo 
    o caminho
    o acaso
    o encontro
    a esquina
    o Carmo
    a espera                                recordar-se
    a manhã
    o cigarro, o cigarrinho
    a altura,   a época,  o momento
    a pena

    Fonte : Commons Wikimedia

  • Celeste Caeiro, a mulher dos cravos...
    A mulher que fez a história da Revolução dos Cravos - 25 de abril de 1974

    CELESTE CAEIRO - A mulher que fez a história da Revolução dos Cravos - 25 de abril

    "Celeste Caeiro fez história: no dia 25 de abril de 1974 deu um cravo a um soldado, que o pôs no cano da espingarda, dando origem à imagem e ao nome da revolução. A CMTV foi falar com Celeste 39 anos depois."

    Jornalista - Introdução : 00:00 → 00:20

    Há 39 anos, sem saber, Celeste Caeiro deu o nome à Revolução dos Cravos.
    No dia 25 de Abril de 1974, foi enviada para casa pelos patrões porque na rua decorria um golpe de estado.
    Levava cravos vermelhos e pelo caminho cruzou-se com os soldados que lutavam pela queda do regime. E por simples acaso, nasceu daquele encontro um símbolo da revolução."

    Mulher levava cravos que ofereceu a soldados : testemunha - 00:21 → 01:45

    "... o primeiro soldado que estava assim à ponta da esquina, disse para ele :
    - O que é que estão aqui a fazer ?"
    Ele disse assim : - Olhe, estamos aqui, vamos para o Carmo – Está lá o ministro, o Marcelo Caetano, de maneira que aqui estamos à espera.
    Eu disse assim :
    - Já aqui estão há muito tempo ?
    E ele disse assim :
    - Não, disse assim, estamos aqui desde as três da manhã, desde as quatro, não me recordo muito bem.
    Depois comecei a olhar para ele e ele disse:
    - Olhe, a senhora por acaso não tem um cigarrinho ? Disse ele para mim.
    E eu (nunca fumei, naquela altura tive pena, tive sim senhora, nunca fumei) comecei assim a olhar, assim, 
    para ver se estava alguma casa aberta porque eu tive pena. E eu olhei para ele e tirei o cravo daqui, debaixo do braço.
    - Olhe, não tenho cigarro mas tome lá, olhe. Tome lá este cravinho.
    E ele aceitou. Aceitou.
    Eu disse assim :
    - Também olhe, também se dá a um cavalheiro.
    E ele aceitou o cravo e pôs no cano da espingarda.
    Pôs assim no cano da espingarda e eu olhei para aquilo e foi bonito.
    Depois dei ao outro colega, dei ao outro colega, dei ao outro, e dei todos."

    E mais... 

    25 abril 2013

    Celeste e os cravos no 25 de Abril

    Celeste Martins Caeiro

    Do que gostava agora era de voltar a ver aquele soldado que recebeu das mãos dela o primeiro cravo e o colocou no cano da espingarda. Saber o que foi feito dele, rapaz moreno e tão jovem, uma cara que nunca esquecera. Celeste Martins Caeiro, 60 anos vividos sempre em Lisboa, vai esta noite pegar num cravo vermelho e voltar como todos os anos ao Rossio, um sorriso tímido a recordar dentro as flores daquela manhã luminosa.

    Já contou a história muitas vezes e continua a comover-se. No fim, diz simplesmente que foi tudo uma coincidência. "Mas uma coincidência bonita, não acha? Porque afinal em vez de dar tiros, as espingardas tinham flores."

    A história é muito simples de contar. Celeste trabalhava no self-service do "Franjinhas", que tinha sido inaugurado em 25 de Abril de 1973. Como era o aniversário, o gerente comprou cravos vermelhos e brancos para oferecer a cada senhora que encontrasse no restaurante, mas, com o movimento das tropas nas ruas resolveu fechar a porta : "Levem-me as flores para casa, é escusado ficarem a murchar."

    As colegas foram direitinhas para casa, Celeste meteu-se no metro para ir para o Chiado, onde então vivia num quarto que o incêndio de 25 Agosto destruiu.

    Saiu no Rossio e deu de caras com os tanques. "O que estão aqui a fazer? ", perguntou ao primeiro soldado que encontrou. E ele respondeu que era uma revolução. "E desde que horas andam nisto? " E ele disse que desde as duas da manhã e sem cigarros nem café. E ela que não fumava, mas que tinha uns cravos, deu-lhe um: "Tome lá". E ele pô-lo logo no cano da espingarda, e ela então subiu a rua a oferecer flores e subiu para os tanques e só descansou depois de ter estado todo o dia e toda a noite ali no Carmo.

    Quando viu que as flores se multiplicavam nas espingardas e nas mãos das pessoas, descobriu que tinha desencadeado uma coisa importante. "Quase heroica ", afinal.

    Fonte : Ana Sousa Dias

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    Grândola vila morena

    Grândola, Vila Morena est une chanson portugaise composée par Zeca Afonso.

     

     

    A letra da canção

    Grândola, vila morena
    Terra da fraternidade
    O povo é quem mais ordena
    Dentro de ti, ó cidade

    Dentro de ti, ó cidade
    O povo é quem mais ordena
    Terra da fraternidade
    Grândola, vila morena

    Em cada esquina um amigo
    Em cada rosto igualdade
    Grândola, vila morena
    Terra da fraternidade

    Terra da fraternidade
    Grândola, vila morena
    Em cada rosto igualdade
    O povo é quem mais ordena

    À sombra duma azinheira
    Que já não sabia a idade
    Jurei ter por companheira
    Grândola a tua vontade

    Grândola a tua vontade
    Jurei ter por companheira
    À sombra duma azinheira
    Que já não sabia a idade

    Grândola, ville brune
    Terre de fraternité
    Seul le peuple ordonne
    En ton sein, ô cité

    En ton sein, ô cité
    Seul le peuple ordonne
    Terre de fraternité
    Grândola, ville brune

    À chaque coin un ami
    Sur chaque visage, l’égalité
    Grândola, ville brune
    Terre de fraternité

    Terre de fraternité
    Grândola, ville brune
    Sur chaque visage, l’égalité
    Seul le peuple ordonne

    À l’ombre d’un chêne vert
    Dont je ne connaissais plus l’âge
    J’ai juré d’avoir pour compagne
    Grândola, ta volonté

    Grândola, ta volonté
    J’ai juré de l’avoir pour compagne
    À l’ombre d’un chêne vert
    Dont je ne connaissais plus l’âge


     

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    Capitão Maia

    « Honra seja feita ao Capitão Maia, foi este homem, o principal responsável pelo não derramamento de sangue, durante a Revolução de 25 de Abril de 1974, com a sua bravura, valentia e espírito de iniciativa.
    Um verdadeiro Herói do nosso país.
    Descansa em paz camarada e que o teu espírito fique para sempre presente entre nós.
    25 de Abril Sempre ! »

    Cronologia antes do 25 de Abril

    • 1944 : Em 1 de Julho, nasce em Castelo de Vide, Fernando José Salgueiro Maia, filho de Francisco da Luz Maia, ferroviário, e de Francisca Silvéria Salgueiro. Frequenta a escola primária em São Torcato, Coruche. Faz os estudos secundários em Tomar e em Leiria.
    • 1945 : Termina a 2ª Guerra Mundial.
    • 1958 : Eleições presidenciais. Delgado é « oficialmente » derrotado por Américo Tomás.
    • 1961 : Começa a guerra em Angola. A Índia invade os territórios portugueses de Goa, Damão e Diu.
    • 1963 : Desencadeiam-se as hostilidades na Guiné-Bissau e em Moçambique.
    • 1964 : Salgueiro Maia ingressa em Outubro na Academia Militar, em Lisboa.
    • 1965 : Humberto Delgado é assassinado pela PIDE.
    • 1966 : Salgueiro Maia apresenta-se na EPC (Escola Prática de Cavalaria), em Santarém para frequentar o tirocínio.
    • 1968 : Integrado na 9ª Companhia de Comandos, parte para o Norte de Moçambique.
    • 1970 : É promovido a capitão.
    • 1971 : Em Julho embarca para a Guiné.
    • 1973 : Regressa a Portugal, sendo colocado na EPC. Começam as reuniões do MFA. Delegado de Cavalaria, faz parte da Comissão Coordenadora do Movimento.
    • 1974 : Em 16 de Março, « Levantamento das Caldas ». Em 25 de Abril, comanda a coluna de carros de combate que, vinda de Santarém, põe cerco aos ministérios no Terreiro do Paço e força depois, já ao fim da tarde, a rendição de Marcelo Caetano no Quartel do Carmo.

    Cronologia depois do 25 de Abril

    • 1975 : Em 25 de Novembro sai da EPC, comandando um grupo de carros às ordens do presidente da República.
    • 1979 : Após ter sido colocado nos Açores, volta a Santarém onde comanda o Presídio Militar de Santa Margarida.
    • 1984 : Regressa à EPC.
    • 1989-90 : Declara-se a doença cancerosa que o irá vitimar. É submetido a uma intervenção cirúrgica.
    • 1991 : Nova operação. A última.
    • 1992 : Morre em 4 de Abril.

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  • Capitães de Abril
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    Capitães de Abril  é um filme realizado por Maria de Medeiros, em 2000.
    A história é baseada no golpe de estado militar que ocorreu em Portugal a 25 de Abril de 1974.
    A realizadora homenageia os jovens soldados que salvaram a sua pátria, e em particular o Capitão Salgueiro Maia.

     

    Revolução
     

    http://media.rtp.pt/memoriasdarevolucao/acontecimento/ral-1-lisboa/

  • Niveau B1 - Écouter - 56

    Écouter : je peux comprendre des points essentiels quand un langage clair et standard est utilisé. Je peux comprendre l’essentiel de nombreuses émissions de radio ou de télévision sur l’actualité ou sur des sujets qui m’intéressent à titre personnel ou professionnel si l’on parle d’une façon relativement claire et distincte. (B1)
    [56] Je peux occasionnellement deviner le sens de mots inconnus à l’aide du contexte et comprendre le sens d’une phrase s’il s’agit d’un sujet familier.

    Niveau B1 - Écouter - 63

    Écouter : je peux comprendre des points essentiels quand un langage clair et standard est utilisé. Je peux comprendre l’essentiel de nombreuses émissions de radio ou de télévision sur l’actualité ou sur des sujets qui m’intéressent à titre personnel ou professionnel si l’on parle d’une façon relativement claire et distincte. (B1)
    [63] Je peux comprendre le contenu des informations audio diffusées ou enregistrées sur des sujets connus formulés de façon relativement claire et lente.

     

    Notion abordée : Mythes et héros

    "Dentre multidões de anônimos, alguns homens ocupam o lugar de protagonistas das narrativas históricas. Muitas vezes glorificados como únicos responsáveis por grandes transformações sociais, eles assumem perfil quase sobre-humano, retratados como portadores de qualidades indisponíveis a outros indivíduos. Ao assumirem o papel de mitos, no mais das vezes se ignoram os condicionamentos mais profundos de suas condutas, restam ocultas as razões que os impelem a agir. Esquece-se também o caráter muitas vezes fortuito das trajetórias individuais, que a par das grandes causas são muitas vezes determinadas por pequenos acidentes. Relembrar a biografia do “Capitão de Abril” Fernando José Salgueiro Maia pode funcionar como interessante problematização para as idealizações tão a gosto de certo tipo de história."
     

    Source :
    OPLOP
     
    Os 20 anos da morte do capitão sem medo

 

Capitão Maia Cronologia « Honra seja feita ao Capitão Maia, foi este homem, o principal responsável pelo não derramamento de sangue, durante a Revolução de 25 de Abril de 1974, com a sua bravura, valentia e espírito de iniciativa. Um verdadeiro Herói do nosso país. Descansa em paz camarada e o que o teu espírito fique para sempre presente entre nós. 25 de Abril Sempre ! »
1944 : Em 1 de Julho, nasce em Castelo de Vide, Fernando José Salgueiro Maia, filho de Francisco da Luz Maia, ferroviário, e de Francisca Silvéria Salgueiro. Frequenta a escola primária em São Torcato, Coruche. Faz os estudos secundários em Tomar e em Leiria. 1945 : Termina a 2ª Guerra Mundial. 1958 : Eleições presidenciais. Delgado é « oficialmente » derrotado por Américo Tomás. 1961 : Começa a guerra em Angola. A Índia invade os territórios portugueses de Goa, Damão e Diu. 1963 : Desencadeiam-se as hostilidades na Guiné-Bissau e em Moçambique. 1964 : Salgueiro Maia ingressa em Outubro na Academia Militar, em Lisboa. 1965 : Humberto Delgado é assassinado pela PIDE. 1966 : Salgueiro Maia apresenta-se na EPC (Escola Prática de Cavalaria), em Santarém para frequentar o tirocínio. 1968 : Integrado na 9ª Companhia de Comandos, parte para o Norte de Moçambique. 1970 : É promovido a capitão. 1971 : Em Julho embarca para a Guiné. 1973 : Regressa a Portugal, sendo colocado na EPC. Começam as reuniões do MFA. Delegado de Cavalaria, faz parte da Comissão Coordenadora do Movimento. 1974 : Em 16 de Março, « Levantamento das Caldas ». Em 25 de Abril, comanda a coluna de carros de combate que, vinda de Santarém, põe cerco aos ministérios no Terreiro do Paço e força depois, já ao fim da tarde, a rendição de Marcelo Caetano no Quartel do Carmo. 1975 : Em 25 de Novembro sai da EPC, comandando um grupo de carros às ordens do presidente da República. 1979 : Após ter sido colocado nos Açores, volta a Santarém onde comanda o Presídio Militar de Santa Margarida. 1984 : Regressa à EPC. 1989-90 : Declara-se a doença cancerosa que o irá vitimar. É submetido a uma intervenção cirúrgica. 1991 : Nova operação. A última. 1992 : Morre em 4 de Abril. A letra da canção Grândola vila morena Fernando José Salgueiro Maia zeca afonso Grândola, vila morena Terra da fraternidade O povo é quem mais ordena Dentro de ti, ó cidade Dentro de ti, ó cidade O povo é quem mais ordena Terra da fraternidade Grândola, vila morena Em cada esquina um amigo Em cada rosto igualdade Grândola, vila morena Terra da fraternidade Terra da fraternidade Grândola, vila morena Em cada rosto igualdade O povo é quem mais ordena À sombra duma azinheira Que já não sabia a idade Jurei ter por companheira Grândola a tua vontade Grândola a tua vontade Jurei ter por companheira À sombra duma azinheira Wikipédia : 25 de Abril Universidade de Coimbra : 25 de Abril Siglas : 25 de Abril Siglas : 25 de Abril La presse de l’époque Le film "CAPITAINES D’AVRIL de Maria de Medeiros (2001) Uma bibliografia sobre o 25 de Abril pelo Insitut o Camões (em português)

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