Então, o que é isso, ó Vitinha !

Écrit par Angelina Caussé. Publié dans Séquences

Une nouvelle de Batista Bastos - Então o que é isso, ó Vitinha !

Ascension sociale et oubli des origines. Vivre ensemble, ou quand les mythes s'effondrent.
Quando o acesso ao poder e ao sucesso põe a mal a memória do passado

  • Vitinha

     Entre a malta do meu bairro de menino, o Vitinha ficou sempre no retábulo dos intocáveis. Tinha sobre todos nós a vantagem dos olhos azuis, dos caracóis loiros e do dinheiro, aos domingos, para o cinema e os rebuçados. No pátio da Surda, que era o centro do nosso universo, o sítio onde se conspiravam as púrrias, se contavam histórias e se fumavam cigarritos sorrateiros, no pátio da Surda, Vitinha tinha lugar de cabeça. Os pais compravam-lhe revistas com bonecos desenhados, e ele tinha um fato à maruja e boné branco com pom-pom vermelho. Quando vínhamos da escola parávamos por ali: o Naftalina, o Descasca-Milho, o Necas Bexiga, o Dá-e-Foge, o Pingado e eu. Eu era Transparente. Vitinha era o Vitinha. Intocável. Sem alcunha e intocável. Quando os rapazes das outras ruas puxavam os caracóis do Vitinha, logo a malta organizava uma púrria. Quando o Vitinha caiu pelas escadinhas do Monte e partiu a tola, fomos todos vê-lo a casa. Quando o Vitinha bateu no filho do Zé Caroço demos uma tareia no filho do Zé Caroço. Quando o Vitinha roubou um ananás da porta da mercearia do Meireles, confessei-me culpado...   Clique para escutar o texto realçado !  Entre a malta do meu bairro de menino, o Vitinha ficou sempre no retábulo dos intocáveis. Tinha sobre todos nós a vantagem dos olhos azuis, dos caracóis loiros e do dinheiro, aos domingos, para o cinema e os rebuçados. No pátio da Surda, que era o centro do nosso universo, o sítio onde se conspiravam as púrrias, se contavam histórias e se fumavam cigarritos sorrateiros, no pátio da Surda, Vitinha tinha lugar de cabeça. Os pais compravam-lhe revistas com bonecos desenhados, e ele tinha um fato à maruja e boné branco com pom-pom vermelho. Quando vínhamos da escola parávamos por ali: o Naftalina, o Descasca-Milho, o Necas Bexiga, o Dá-e-Foge, o Pingado e eu. Eu era Transparente. Vitinha era o Vitinha. Intocável. Sem alcunha e intocável. Quando os rapazes das outras ruas puxavam os caracóis do Vitinha, logo a malta organizava uma púrria. Quando o Vitinha caiu pelas escadinhas do Monte e partiu a tola, fomos todos vê-lo a casa. Quando o Vitinha bateu no filho do Zé Caroço demos uma tareia no filho do Zé Caroço. Quando o Vitinha roubou um ananás da porta da mercearia do Meireles, confessei-me culpado...

    Baptista Bastos, Cidade Diária, 1972. p 28
     
  • Amanhã, vou ver o Vitinha...

         «Aqui há semanas perdi o emprego, e aqui há dias a minha mulher, a Amélia, disse-me: "Vai ao Vitinha, homem: ele sempre há-de arranjar qualquer coisa.» Boa ideia. À noite disse aos amigos: «Amanhã vou ver o Vitinha. Vou falar com ele...» Todos ficaram alegres. «Dá lá recomendações, pá», disse o Naftalina. «Não te esqueças», avisou o Necas Bexiga.
         No outro dia, lá fui ao prédio alto.
         Disse o meu nome à empregada do consultório, ela desapareceu por uma porta, e voltou quase a seguir: «O senhor doutor pergunta se o seu assunto é urgente, se não pode esperar uns dias».»...

    Baptista Bastos, Cidade Diária, 1972. p 32

  • Vocabulaire utile

    Lugares

    o bairro → o centro 
    o pátio  → a rua 
    o universo  → o mundo 
    o sítio  →  comum aos rapazes
    a mercearia  → a loja
    o cinema  →  o dinheiro
    o liceu → a facilidade, os estudos, a habilidade,  o talento, o sucesso
    o bacharel  → o exame

    Vestimenta - Parecer

    o boné → branco com pom-pom vermelho → o vestuário, a roupa, o traje
    o fato à maruja  → o uniforme, o estilo, a elegância, o preço
    os caracóis loiros
    a distinção
    o brilho  → rutilante,  rutilar
    o heroísmo  → heroico
    o mito  → a desilusão

    Asneiras

    a malta → a rapaziada, o bando, a confraria, a sigla 
    o chefe → ter lugar de cabeça
    os cigarritos sorrateiros  →  fumar às escondidas
    as púrrias → conspirar, organizar
    os caracóis, o cabelo  →  puxar
    a tola  → partir
    a tareia → dar, bater
    a manteiga
    a pestana  → pestanejar

    Mito - herói

    o retábulo  → o intocável, o sagrado, o mito

  • 1. A confraria

    "A confraria"

    • 1. Cite os nomes ou as alcunhas das pessoas que constituíam o “bando”. 
      2. Quem é que não tinha alcunha ?
      3. Qual era o nome dele ?
      4. O que sugerem as alcunhas ? E a ausência de alcunha ?
      5. Quem é o narrador ? Onde viviam os rapazes ?
      6. De que tipo de bairro se tratava ? Justifique a sua resposta.
      7. Quais eram as diferenças entre Vitinha e os outros moços ? Cite e explique-as.
      8. Quando é que a “malta organizava uma purria” ?
      9. Qual é o valor do imperfeito “organizava” ? Explique o que é assim sugerido.
      10. Qual era a relação entre Vitinha e os outros rapazes ? Justifique com diferentes exemplos.

    - Pistes pour les réponses

    "A confraria"

    • 1. Cite os nomes ou as alcunhas das pessoas que constituiam o “bando”.
      → Naftalina, Descasca-milho, Necas Bexiga, Dá e foge, Pingado e Transparente.

      2. Quem é que não tinha alcunha ? Qual era o nome dele ?
      → Vitinha, diminutivo de Vítor

      3. O que sugerem as alcunhas ? E a ausência de alcunha ?
      → Caracterizam as personagens; representam e simbolizam uma particularidade

      4. Quem é o narrador ?
      → É o Transparente. Carácter de quem "não se calcula", não é muito interessante, ou é "puro".

      5. Onde viviam os rapazes ?
      → No mesmo bairro.

      6. De que tipo de bairro se tratava ? Justifique a sua resposta.
      Um bairro pobre ou popular. Organizavam-se púrrias. Não tinham muito dinheiro : só um dos rapazes tinha um pouco mais.

      7. Quais eram as diferenças entre Vitinha e os outros moços ? Cite e explique-as.
      → Dinheiro para rebuçados, revistas com bonecos, cinema... e mais tarde, possibilidade de ir para o liceu.

      8. Quando é que a “malta organizava uma purria” ?
      → Quando puxavam os caracóis do Vitinha...

      9. Qual é o valor do imperfeito “organizava” ? Explique o que é assim sugerido.
      → O imperfeito sugere a repetição, o hábito...

      10. Qual era a relação entre Vitinha e os outros rapazes ? Justifique com diferentes exemplos.
      → Vitinha era muito considerado pelos outros, admirado, amado. Consideravam-no "superior" por isso o protegiam.

    2. Vitinha para o liceu

    "Vitinha para o liceu..."

    • 1. Quando é que ocorreu a separação ou dissolução do bando ? Porquê?

      2. Quais foram depois as etapas do percurso do Vitinha ?

      3. Comente a frase : “Vejam o Vitinha. Aquilo é que é um homem, um grande homem.”

      4. Quem é a Amélia ?

    - Pistes pour les réponses

    "Vitinha para o liceu..."

    • 1. Quando é que ocorreu a separação ou dissolução do bando ? Porquê?
      → Depois da quarta classe. Só o Vitinha teve a oportunidade de continuar os estudos e de se tornar "Doutor".

      2. Quais foram depois as etapas do percurso do Vitinha ?
      → Liceu... Namorou a Amélia... Frequentou a faculdade... Casou... Deixou o bairro... Tornou-se um "grande homem"...

      3. Comente a frase : “Vejam o Vitinha. Aquilo é que é um homem, um grande homem.”
      → A "glória conseguida"... Os rapazes sempre continuaram a ter admiração pelo amigo, apesar da distância...

      4. Quem é a Amélia ?
      → A antiga namorada do Vitinha, que se tornou a mulher do Transparente...

    3. Aqui há semanas, perdi o emprego...

     Aqui há semanas, perdi o emprego...

    1. Que acontecimento levou o narrador a ir ver o Vitinha ?
    2. Quem o aconselhou ? Que sabemos desta personagem ?
    3. Como reagiram os amigos ? Justifique.
    4. Que efeito produz a descrição do "universo" do Vitinha ?
    5. Comente a atitude da secretária, no princípio ?
    6. O que é que mandou dizer, afinal de contas, o Vitinha ?
    7. Resume em poucas palavras (3 linhas no máximo) o fim da história.
    8. Ao seu ver, como se pode explicar a "amnésia" do antigo amigo ?
    9. Explique agora o significado simbólico da alcunha dada ao narrador.
    10. Que lição ilustra o conto que acabou de estudar ?

    - Pistes pour les réponses

     Aqui há semanas, perdi o emprego...

    1. Que acontecimento levou o narrador a ir ver o Vitinha ? → Perdeu o emprego

    2. Quem o aconselhou ? Que sabemos desta personagem ? → A mulher. Antiga namorada do Vitinha...

    3. Como reagiram os amigos ? Justifique. → Com confiança...

    4. Que efeito produz a descrição do "universo" do Vitinha ? → Um contraste muito grande...

    5. Comente a atitude da secretária, no princípio ? → Recebe-o bem, rapidamente...

    6. O que é que mandou dizer, afinal de contas, o Vitinha ? → Que não o conhece...

    7. Resume em poucas palavras (3 linhas no máximo) o fim da história.
    → O passado comum já se foi. Os caminhos separaram-se. Uns não esquecem, outros sim...

    8. Ao seu ver, como se pode explicar a "amnésia" do antigo amigo ?
    → Vitinha já está muito afastado do seu passado, esqeceu-o ou tenta esquecê-lo...

    9. Explique agora o significado simbólico da alcunha dada ao narrador.
    → Transparente = invisível, que não conta, sem interesse, sem valor...

    10. Que lição ilustra o conto que acabou de estudar ?
    → A memória do passado é diferente - ou pode se "apagar"  conforme o presente de cada um...

  • Linguagem culta, linguagem popular no texto Vitinha

    Analise o emprego dos diminutivos e a utilização de palavras laudativas (= que celebra, glorifica, elogia) no trecho seguinte. De que maneira o uso do diminutivo e do laudativo contribuem para a expressão da opinião do narrador ?

    Formation du diminutif :  

    Vitinha

     

    Escolha a(s) boa(s) resposta(s).

    Eça emprega o diminutivo para sugerir :

    - pequenez
    - carinho
    - ternura
    - ironia
    - depreciação

  • Então que é isso, ó Vitinha ?

         Entre a malta do meu bairro de menino, o Vitinha ficou sempre no retábulo dos intocáveis. Tinha sobre todos nós a vantagem dos olhos azuis, dos caracóis loiros e do dinheiro, aos domingos, para o cinema e os rebuçados. No pátio da Surda, que era o centro do nosso universo, o sítio onde se conspiravam as púrrias, se contavam histórias e se fumavam cigarritos sorrateiros, no pátio da Surda, Vitinha tinha lugar de cabeça. Os pais compravam-lhe revistas com bonecos desenhados, e ele tinha um fato à maruja e boné branco com pom-pom vermelho. Quando vínhamos da escola parávamos por ali: o Naftalina, o Descasca-Milho, o Necas Bexiga, o Dá-e-Foge, o Pingado e eu. Eu era Transparente. Vitinha era o Vitinha. Intocável. Sem alcunha e intocável. Quando os rapazes das outras ruas puxavam os caracóis do Vitinha, logo a malta organizava uma púrria. Quando o Vitinha caiu pelas escadinhas do Monte e partiu a tola, fomos todos vê-lo a casa. Quando o Vitinha bateu no filho do Zé Caroço demos uma tareia no filho do Zé Caroço. Quando o Vitinha roubou um ananás da porta da mercearia do Meireles, confessei-me culpado.
         Feita a quarta classe, os nossos pais decidiram que já sabíamos muito.
         Ficamos contentes com a responsabilidade de ser homens e fomos cada qual a nossa vida. Vitinha para o liceu. Uns continuaram no bairro; outros atravessaram a fronteira da rua antiga e foram para as ruas novas, descobrindo a cidade. Vitinha cortou os caracóis, mas permaneceu de cabelos loiros e de olhos claros. Namorou a Amélia, que trabalhava na costura com a Dona Maria dos Remédios, e casou com uma rapariga alta da Faculdade. “Parabéns, Vitinha”, dissemos todos sorridentes e felizes quando o anjo intocável lá foi com a noiva, num automóvel negro e imenso. Falámos sempre no Vitinha, no decorrer dos anos. Era o único doutor do bairro, e a nossa glória conseguida. Foi presidente de sociedades, discursou, em actos onde se proclamavam princípios, lá apareceu nos jornais, cheio de condecorações com o ar grave de quem medita e de quem serve. “ O Vitinha. Vejam o Vitinha. Aquilo é que é um homem, um grande homem”. Dizíamos isto uns aos outros, os antigos rapazes do bairro, muito contentes pelo seu destino irretorquível.
         Aqui há semanas perdi o emprego, e aqui há dias a minha mulher, a Amélia, disse-me: “ Vai ao Vitinha, homem; ele sempre há-de arranjar qualquer coisa”. Bela ideia. À noite disse aos amigos: “Amanhã vou ver o Vitinha. Vou falar com ele…” Todos ficaram alegres. “Dá lá recomendações, pá”, disse o Naftalina. “Não te esqueças”, avisou o Necas Bexiga.
         No outro dia, lá fui ao prédio alto.
         Disse o meu nome à empregada do consultório, ela desapareceu por uma porta, e voltou quase a seguir: “ O sr. dr. pergunta se o seu assunto é urgente, se não pode esperar uns dias”.
         Interrompi a empregada. “Olhe, diga ao sr. dr. que está aqui o Transparente”. Era uma invenção súbita, uma sigla que a rapaziada da antiga confraria entendia abertamente. Ela voltou e disse: “Desculpe, mas o sr. dr. manda dizer que não o conhece”…
      Clique para escutar o texto realçado !      Entre a malta do meu bairro de menino, o Vitinha ficou sempre no retábulo dos intocáveis. Tinha sobre todos nós a vantagem dos olhos azuis, dos caracóis loiros e do dinheiro, aos domingos, para o cinema e os rebuçados. No pátio da Surda, que era o centro do nosso universo, o sítio onde se conspiravam as púrrias, se contavam histórias e se fumavam cigarritos sorrateiros, no pátio da Surda, Vitinha tinha lugar de cabeça. Os pais compravam-lhe revistas com bonecos desenhados, e ele tinha um fato à maruja e boné branco com pom-pom vermelho. Quando vínhamos da escola parávamos por ali: o Naftalina, o Descasca-Milho, o Necas Bexiga, o Dá-e-Foge, o Pingado e eu. Eu era Transparente. Vitinha era o Vitinha. Intocável. Sem alcunha e intocável. Quando os rapazes das outras ruas puxavam os caracóis do Vitinha, logo a malta organizava uma púrria. Quando o Vitinha caiu pelas escadinhas do Monte e partiu a tola, fomos todos vê-lo a casa. Quando o Vitinha bateu no filho do Zé Caroço demos uma tareia no filho do Zé Caroço. Quando o Vitinha roubou um ananás da porta da mercearia do Meireles, confessei-me culpado.      Feita a quarta classe, os nossos pais decidiram que já sabíamos muito.      Ficamos contentes com a responsabilidade de ser homens e fomos cada qual a nossa vida. Vitinha para o liceu. Uns continuaram no bairro; outros atravessaram a fronteira da rua antiga e foram para as ruas novas, descobrindo a cidade. Vitinha cortou os caracóis, mas permaneceu de cabelos loiros e de olhos claros. Namorou a Amélia, que trabalhava na costura com a Dona Maria dos Remédios, e casou com uma rapariga alta da Faculdade. “Parabéns, Vitinha”, dissemos todos sorridentes e felizes quando o anjo intocável lá foi com a noiva, num automóvel negro e imenso. Falámos sempre no Vitinha, no decorrer dos anos. Era o único doutor do bairro, e a nossa glória conseguida. Foi presidente de sociedades, discursou, em actos onde se proclamavam princípios, lá apareceu nos jornais, cheio de condecorações com o ar grave de quem medita e de quem serve. “ O Vitinha. Vejam o Vitinha. Aquilo é que é um homem, um grande homem”. Dizíamos isto uns aos outros, os antigos rapazes do bairro, muito contentes pelo seu destino irretorquível.      Aqui há semanas perdi o emprego, e aqui há dias a minha mulher, a Amélia, disse-me: “ Vai ao Vitinha, homem; ele sempre há-de arranjar qualquer coisa”. Bela ideia. À noite disse aos amigos: “Amanhã vou ver o Vitinha. Vou falar com ele…” Todos ficaram alegres. “Dá lá recomendações, pá”, disse o Naftalina. “Não te esqueças”, avisou o Necas Bexiga.      No outro dia, lá fui ao prédio alto.      Disse o meu nome à empregada do consultório, ela desapareceu por uma porta, e voltou quase a seguir: “ O sr. dr. pergunta se o seu assunto é urgente, se não pode esperar uns dias”.      Interrompi a empregada. “Olhe, diga ao sr. dr. que está aqui o Transparente”. Era uma invenção súbita, uma sigla que a rapaziada da antiga confraria entendia abertamente. Ela voltou e disse: “Desculpe, mas o sr. dr. manda dizer que não o conhece”…

    Baptista Bastos, Cidade Diária, 1972. pp 28-32
     
  • Preencha o texto com os diminutivos correspondentes. Pode consultar livremente a ficha gramatical.

    Formation du diminutif :  

    Vitinha

    Q .

    Levante os adjectivos, termos e expressões que possuem uma função caricatural ou satírica.

     

  • Armando Baptista-Bastos

    Armando Baptista-Bastos nasceu em Lisboa no bairro da Ajuda no dia 27 de fevereiro de 1934. É um jornalista e escritor português.
    Estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio e no Liceu Francês Charles Lepierre, em Lisboa.
    Iniciou a sua carreira como jornalista no Século e passou pelas redações de O Diário, República, Europeu, Diário Popular..., onde permaneceu por cerca de duas décadas.
    Foi correspondente da Agence France-Presse, em Lisboa. Assinou várias colunas no Jornal de Notícias, A Bola, Tempo Livre e, como crítico, ainda colaborou com vários jornais. Fundou o semanário O Ponto, periódico que registou uma série de entrevistas semanais.
    Na rádio, leu as suas crónicas.
    Atualmente é colunista do Diário de Notícias e do Jornal de Negócios. Apresentou na televisão o programa de entrevistas Conversas Secretas, emitido na SIC.
    A convite do jornal Público, realizou também uma série de 16 célebres entrevistas, com o título «Onde é que você estava no 25 de Abril?», posteriormente editadas em CD-ROM.

    Fonte (adaptado) : Wikipédia

     
     
  • Niveau B1 - Lire - 71

    Lire : Je peux comprendre des textes rédigés essentiellement dans une langue courante ou relative à mon travail. Je peux comprendre la description d’événements, l’expression de sentiments et de souhaits dans des lettres personnelles. (B1)
    [71] Je peux reconnaître les points importants de l’argumentation d’un texte mais pas forcément le détail.

    Niveau B2 - Lire - 100

    Lire : Je peux lire des textes dans lesquels les auteurs adoptent une attitude particulière ou un certain point de vue. Je peux comprendre un texte littéraire en prose. (B2)
    [100] Je peux reconnaître les conclusions principales de textes argumentatifs écrits clairement.

    Niveau B2 - Lire - 101

    Lire : Je peux lire des textes dans lesquels les auteurs adoptent une attitude particulière ou un certain point de vue. Je peux comprendre un texte littéraire en prose. (B2)
    [101] Je peux reconnaître les points importants de l’argumentation d’un texte mais pas forcément le détail.

    Notion abordée : Lieux et formes du pouvoir

Tags: Niveau B1 Littérature Nouvelle Société Niveau B2 Notion : L’art de vivre ensemble Notion : Lieux et formes de pouvoir

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