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Publié : 3 février 2017

Mário Quintana : Contos e reflexão : amizade, felicidade, tristeza...

Velha história : Exercícios, Compreensão, Expressão

Pronoms personnels, sujets et compléments

Velha história

Compétences

A2 - 29 (Voir et écouter)

Niveau A2 - Écouter : je peux comprendre des expressions et un vocabulaire très fréquent relatifs à ce qui me concerne de très près, (par exemple moi-même, ma famille, les achats l’environnement proche le travail). Je peux saisir l’essentiel d’annonces, de messages simples et clairs.
[29] Je peux généralement comprendre le sujet d’une discussion claire et lente que j’écoute.

A2 - 41 (Lire)

Niveau A2 - Lire : je peux lire des textes courts et très simples. Je peux trouver une information particulière, prévisible dans des documents courte et simples.
[41] Je peux identifier des informations précises dans des documents écrits simples et courts, décrivant des événements.


Les mots

Vocabulário útil

o iodo
a trela
o cão
a cadela
os cães
o cachorro
o cachorrinho
o peixe
o anzol
a minhoca
pescar
a haste flexível
o cotonete
o pincelo
pincelar
a ferida
a garganta

Voir le film

Sinopse

Um filme de animação

Velha História...

Um dia, ao pescar na beira de um rio, um homem pega um peixe. A partir de um gesto de afeto do pescador, os dois desenvolvem uma linda amizade que é admirada por todos na cidade... Do poema de Mário Quintana.

Ficha técnica

Velha História

Uma curta metragem premiada.

Título do filme : VELHA HISTÓRIA

Género : Animação

Directora : Cláudia Jouvin

Pais : Brasil

Local de produção : Rio de Janeiro

Roteiro : Um poema de Mário Quintana

Ano : 2004

Duração : 6 minutos

Cor : Colorido

Bitola : 35mm


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Escute agora novamente o texto e complete-o.

Poema em prosa “Velha História”

Era uma vez um homem que estava ............................... , Maria. Até que apanhou um ............................... ! Mas o peixinho era tão pequenininho e ............................... , e tinha um azulado tão indescritível nas ............................... , que o homem ficou com pena. E retirou cuidadosamente o anzol e pincelou com ............................... a garganta do coitadinho. Depois guardou-o no ............................... traseiro das calças, para que o animalzinho sarasse no quente. E desde então, ficaram ............................... . Aonde o homem ia, o peixinho o acompanhava, a trote, que nem um ............................... . Pelas calçadas. Pelos elevadores. Pelo ............................... . Como era tocante vê-los no « 17 » ! o homem, grave, de preto, com uma das mãos segurando a ............................... de fumegante moca, com a outra lendo o ............................... , com a outra fumando, com a outra cuidando do peixinho, enquanto este, silencioso e levemente melancólico, tomava ............................... por um canudinho especial... Ora, um dia o homem e o peixinho passeavam à ............................... do rio onde o segundo dos dois fora ............................... . E eis que os olhos do primeiro se encheram de ............................... . E disse o homem ao peixinho : « Não, não me assiste o direito de te guardar ............................... . Por que roubar-te por mais tempo ao ............................... do teu pai, da tua mãe, dos teus irmãozinhos, da tua tia ............................... ? Não, não e não ! Volta para o seio da tua ............................... . E viva eu cá na terra sempre triste !... » Dito isso, verteu copioso pranto e, desviando o ............................... , atirou o peixinho n’água. E a água fez ............................... , que foi depois serenando, serenando... até que o peixinho morreu ............................... ... (Quintana, 1976, p. 105)

Comprendre

Compreensão

Responda às perguntas seguintes :

1. O que estava a fazer o homem à margem do rio ?

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2. O que fez quando tirou o anzol da garganta do peixe ? Porquê ?

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3. Onde é que o homem guardou o peixinho ?

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4. Como é que o homem considerava o animalzinho ?

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5. O que fazia o pescador no café ? E o peixe ? É uma situação realista ?

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6. O homem decidiu voltar à beira do rio com o peixe. Porquê ? Para quê ?

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7. Que fez então o homem ?

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8. O que aconteceu ao animal ?

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9. Por que é que é estranho ?

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10. Como explica o título ?

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Bonus

11. Trata-se de uma « velha história » de ........................... .

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12. Preferiu o vídeo ou o poema de Mário Quintana ? Por que razão ?

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Lire le poème

O poema em prosa

Poema em prosa “Velha História”

Era uma vez um homem que estava pescando, Maria. Até que apanhou um peixinho ! Mas o peixinho era tão pequenininho e inocente, e tinha um azulado tão indescritível nas escamas, que o homem ficou com pena. E retirou cuidadosamente o anzol e pincelou com iodo a garganta do coitadinho. Depois guardou-o no bolso traseiro das calças, para que o animalzinho sarasse no quente. E desde então, ficaram inseparáveis. Aonde o homem ia, o peixinho o acompanhava, a trote, que nem um cachorrinho. Pelas calçadas. Pelos elevadores. Pelo café. Como era tocante vê-los no « 17 » ! o homem, grave, de preto, com uma das mãos segurando a xícara de fumegante moca, com a outra lendo o jornal, com a outra fumando, com a outra cuidando do peixinho, enquanto este, silencioso e levemente melancólico, tomava laranjada por um canudinho especial... Ora, um dia o homem e o peixinho passeavam à margem do rio onde o segundo dos dois fora pescado. E eis que os olhos do primeiro se encheram de lágrimas. E disse o homem ao peixinho : « Não, não me assiste o direito de te guardar comigo. Por que roubar-te por mais tempo ao carinho do teu pai, da tua mãe, dos teus irmãozinhos, da tua tia solteira ? Não, não e não ! Volta para o seio da tua família. E viva eu cá na terra sempre triste !... » Dito isso, verteu copioso pranto e, desviando o rosto, atirou o peixinho n’água. E a água fez redemoinho, que foi depois serenando, serenando... até que o peixinho morreu afogado...

(Quintana, 1976, p. 105)

L’auteur

Autoretrato de Mário Quintana

" Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem ! eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Há ! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas... Aí vai ! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas : ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a eternidade.




Nasci do rigor do inverno, temperatura : 1 grau ; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não estava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro – o mesmo tendo acontecido a Sir Isaac Newton ! Excusez du peu..




Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que nunca acho que escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso ! sou é caladão, instrospectivo. Não sei por que sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros ?




Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma (não da fôrma), a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de fármacia durante 5 anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Erico Veríssimo – que bem sabem (ou souberam), o que é a luta amorosa com as palavras.




por

Mario Quintana.

Questionnaire

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Questionnaire Velha História
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