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Publié : 6 décembre 2019

José Lins do Rego

Menino de engenho

Menino do engenho

La littérature régionaliste : le « Nordeste »

A Plantação e os homens

Definições

Engenho - Wiki

« Engenho » ou da importância de um título...

Analisando uma palavra de múltiplo sentido...

O Engenho

engenho | s. m.

en·ge·nho |â| ou |ê|

(latim ingenium, -ii, qualidade, natureza, inteligência, talento, imaginação, invenção)

substantivo masculino

1. Faculdade inventiva.

2. Talento.

3. Invenção.

4. Máquina.

5. Fábrica.

6. Fábrica de açúcar e aguardente de cana.

7. Plantação e fábrica de açúcar e aguardente de cana.

Palavras relacionadas : talento, engenheiro, concepção, reservo, maquinismo, parol, paralheiro.

« engenho », in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/engenho [consultado em 13-12-2019].

Uma fábrica ou usina [1], engenho de açúcar ou simplesmente engenho (do latim ingeniu) é, stricto sensu, a moenda [2] de cana-de-açúcar. Lato sensu, designa todo o estabelecimento agroindustrial especializado na transformação da cana-sacarina em açúcar, melaço, aguardente de cana e etanol. Os modelos de engenho central e usina passaram a ser utilizados no final do século XIX quando houve necessidade de desativar os antigos engenhos das fazendas e produzir açúcar em uma planta industrial moderna com economia de escala e controle de qualidade rigoroso.

O Ciclo do Açúcar

O Ciclo do açúcar

O Ciclo do Açúcar, ou ciclo da cana-de-açúcar, foi um período da história do Brasil Colônia compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII.

O açúcar representou a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil e, durante muito tempo, foi a base da economia colonial.

O ciclo teve início quando a cana-de-açúcar foi simultaneamente introduzida em três capitanias : Pernambuco, Bahia e São Vicente.
Em 1549, Pernambuco já possuía trinta engenhos-banguê ; a Bahia, dezoito ; e São Vicente, dois.
A lavoura da cana-de-açúcar era próspera e, meio século depois, a distribuição dos engenhos perfazia um total de 256.

As plantações ocorriam no sistema de plantation, ou seja, eram grandes fazendas produtoras de um único produto.
Sua produção era voltada para o comércio exterior, e utilizava mão de obra escrava composta por indígenas e africanos — cujo tráfico também gerava lucros.
O açúcar brasileiro tinha como principal destino o mercado europeu, e os núcleos mais produtivos se utilizavam de mão de obra africana, enquanto os núcleos menores continuavam com a mão de obra indígena original.
O senhor de engenho era um fazendeiro proprietário da unidade de produção de açúcar.

Problemáticas

Problemáticas : Thématique 3 - Littérature régionaliste : le « Nordeste »

Lecture cursive et analytique du roman José Lins do Rego : Menino de engenho - (Œuvre complète)

Perspectives d’études : Le roman régionaliste et le Cycle de la canne à sucre dans le « Nordeste » du Brésil

 Le personnage du « Senhor do engenho » dans l’œuvre de José Lins do Rego
 L’enfance : un thème central dans l’œuvre Menino de engenho
 Peinture des mœurs et de la société : maîtres et esclaves dans l’œuvre Menino de engenho
 Inégalités sociales et injustice : la condition de l’enfant dans les régions rurales du Brésil
 Pauvreté et travail des enfants.
 Cangaço et cangaceiros, héros ou anti-héros ?
 Régionalisme et langage : aspects autobiographiques dans l’œuvre de José Lins do Rego

Vídeo n°2

Vídeo n°2

Corriger la transcription automatique :

Transcrição

A vida nos engenhos de açúcar

O engenho de açúcar colonial foi a primeira atividade econômica de grande escala mercantilista exercida pelos Portugueses nas terras coloniais.
Neste empreendimento, toda a sociedade colonial brasileira estava envolvida de alguma forma. Os engenhos coloniais ditaram todo o ritmo de vida e a economia da sociedade colonial nos séculos XVI e XVII.

Os senhores de engenho constituíam o grupo mais poderoso da colônia. Eram donos de grande riqueza, terras e escravos.

Suas principais ocupações eram a aquisição de terras, o comércio do açúcar, a compra, a venda e o controle dos escravos, a administração da propriedade e o pagamento dos salários aos trabalhadores livres.

Em todas as etapas da produção do açúcar havia presença maciça dos escravos. Eram eles que realizavam a parte mais perigosa e penosa do trabalho.

Os trabalhadores especializados podiam ser :

* Os Feitores :
- O feitor de plantações escolhia as terras para o plantio, o tipo de cana e os momentos adequados para o cultivo e a colheita.
- O feitor da moenda recebia a cana e controlava a produção do caldo. Acima deles havia
- o feitor-mor que cuidava do ritmo da produção, controlando o transporte da cana para as moendas e garantindo a manutenção e o funcionamento dos equipamentos.

* O mestre de açúcar
- esse era o trabalhador mais bem pago pois a qualidade do produto final dependia em grande parte do seu conhecimento e da sua experiência. O mestre de açúcar provava o caldo a todo momento. Quando o melaço atingiria o ponto, ele determinava sua retirada do fogo e o encaminhava para a purga.

* Outros trabalhadores
- O purgador administrava o processo de clareamento do açúcar. – O caixeiro coordenava a embalagem do açúcar já branqueado e retirava parte dos impostos que cabia à coroa.
- Na cidade, outro caixeiro se responsabilizava da venda do produto para os comerciantes que o levariam para o exterior.

* Os escravos
A marca da vida dos escravos era a violência. Eram retirados à força da sua terra natal. Faziam trabalhos pesados e insalubres se alimentavam mal. Essa foi a marca na vida do metrô tratados como peças escravos que tinha dificuldades de adaptação aos trabalhos a língua e aos custos da colônia eram chamados boçais. Eram destinados às tarefas cansativas repetitivas tanto na lavoura quanto na casa das máquinas. Os considerados mais capazes para aprender as novas técnicas e manusear equipamentos mais complexos eram os large us. Trabalhavam nas moendas, nas caldeiras, na casa de purgar, na casa grande, nas oficinas, olarias, carpintarias, serrarias.

A casa grande
A casa grande era a residência dos senhores de engenho. As primeiras construções com paredes de barro e teto de saber ou folhas de palmeira tornaram-se sólidas com alicerces em pedra e telhados de bairro. Podiam ser terra é azul com mais de um andar. Tinham muitos cômodos. Até o século 18, raramente foram luxuosas : tinham poucos móveis e objetos decorativos. Atenção especial era dada ao oratório doméstico com a capela onde ficavam os santos de devoção da família.

A senzala dos escravos
Viviam na senzala. Era uma construção quase sempre precária com paredes de barro e cobertura de sapé que sempre exigir reparos internamente o espaço individual era pequeno com divisória de palha trançada o paulo a bic o que dificultava a privacidade. Uma vez por ano, os escravos recebiam roupas de tecidos feitos de algodão grosseiro.

Vídeo n°3

Vídeo n°3

Vidéo et activité proposées par Samantha Pavilla

Tâche intermédiaire sur le thème de la littérature de cordel pour introduire le roman « Menino de engenho ».

1. Voir la vidéo sans le son.
2. Imaginer l’histoire.
3. Les élèves de niveau B1 font un résumé de la vidéo.
4. Les élèves de niveau B2 écrivent le résumé sous forme de « cordel » en écrivant la première page.

Transcrições

Transcrição realizada em conjunto com a turma - Jennifer - 10 (+19)

Proposta por Jennifer

Menino de engenho em cordel

Por Jennifer -> 19 pela qualidade da « redação », « fiel » ao texto de José Lins do Rego...) - 10 pela fidelidade da transcrição (06/02/2020)

O texto está bem escrito, sem erros, e merecia uma boa nota... Mas falta de precisão, não se trata de uma transcrição fiel ao documento...

Eu devia ter mais ou menos uns quatro anos no dia em que minha mãe morreu [3]. Eu dormia em meu quarto, quando me acordei com um barulho [4] na casa toda. [5]O [6] quarto em que meu pai dormia, estava cheio de gente que eu não conhecia. Vi minha mãe estendida no chão e meu pai caído em cima dela como um louco.
A casa cheia de gente da cozinha até à sala, e quando eu entrei no quarto, [7]vi minha mãe banhada em sangue e corri para beijá-la [8], mas alguém puxou o meu braço com força. Chorei, e quis me livrar. Mas nisso chegou alguém que disse [9] que só podia ficar ali a Polícia e mais ninguém. Me levaram lá pra dentro da casa [10], onde ouvi [11]alguém dizer :
« Que grande loucura, o doutor pôde fazer ! Matar a dona Clarisse. »
Ninguém sabia [o] porquê.
 [12]Tudo o que eu sentia, era uma vontade desesperada de ir para junto de meus pais, de abraçar e beijar minha mãe. Contudo, via que a porta do quarto estava fechada [13] e me disseram [14] que lá tinha gente que estava sendo interrogada.
À tarde o criado leu, para a gente da cozinha, os jornais com [15] os retratos de minha mãe e de meu pai. Pareceu-me [16] tão longe a história. Porém, quando vi [17] na página de um dos jornais, a foto de minha mãe, estendida, [18], caí em prantos. Levaram-me [19] para a praça, para eu não pensar [20] mais nisso. [21] Lá brinquei com os guris, até o cair da tarde. Porém, a falta de minha mãe [22] de verdade. Quando eu mais lembrei dela, foi na hora de dormir.
A casa [23] estava toda vazia e o quarto de minha mãe fechado. Nessa noite, o sono [24] demorou [25] um bocado e, agarrado ao travesseiro, chorei, um choro abafado.

JENNIFER

Transcrição realizada em conjunto com a turma - Amanda - 18

Proposta por Amanda

Menino de engenho em cordel

Por Amanda-> 18 Excelente transcrição (e muita atenção durante a aula), apesar de uns pequenos enganos ou omissões (09/02/2020)

Eu devia [26] ter mais ou menos uns quatro anos no dia em que minha mãe morreu. Quando em meu quarto eu dormia, me acordei com o barulho e [27] na casa toda havia [28] gente que eu não conhecia [29]. A casa tem invadido. No quarto em [30] pai dormia, eu vi mãe, corpo estendido, e feito um louco, meu pai por cima dela caído. A casa cheia de gente da cozinha até a sala e quando eu entrei no quarto [31], vi minha mãe banhada em sangue e corri para beijá-la. Alguém com todo [32] o meu braço, segurou bem. Chorei e quis me livrar mas nisso chegou alguém que disse : « Só fica aqui a polícia e mais ninguém. » Me levaram lá pra dentro da casa e ouvi dizer alguém : « Que loucura o doutor pôde fazer, matar a dona Clarice ! » Ninguém sabia [o] porquê. E[m] beijar [minha] mãe, eu senti a vontade desesperada. Contudo, via que a porta [33] estava fechada. Me disseram : « Lá tem gente que está sendo interrogada. » À tarde, o criado leu para a gente da cozinha, os jornais com o retrato [34] de pai e de mãe. Pareceu-me ser história que de muito longe vinha. Porém, quando vi a foto na página de um dos jornais, da minha mãe estendida, eu caí em pranto em ais. Me levaram para a praça pra eu não pensar nisso mais. Até o cair da tarde brinquei com mais de um guri. Porém a falta de mãe que de verdade eu senti quando eu mais me lembrei dela, foi na hora de dormir. A casa toda vazia e o quarto de mãe fechado. Nessa noite o sono [35] demorou muito, um bocado, e agarrado ao travisseiro [36], chorei um choro abafado.

Transcrição realizada em conjunto com a turma - Alexandra - 18.5

Proposta por Alexandra

Menino de engenho em cordel

Por Alexandra -> 18,5 Excelente transcrição (e muita atenção durante a aula assim como um belo esforço para escrever sem erros, dando o RITMO ao texto de CORDEL !), apesar de uns pequenos erros ou aproximações sem grande importância (09/02/2020)

Devia [37] ter mais ou menos
Uns quatro anos,
No dia,
Em que minha mãe morreu.
Quando em meu quarto eu dormia
Me acordei com o barulho
E [38] na casa toda havia.
Gente que eu não conhecia
A casa tinha invadido,
No quarto em que pai dormia
Eu vi mãe corpo estendido,
E feito um louco meu pai
Por cima dela caído.
A casa cheia de gente
da cozinha até a sala,
E quando eu entrei no quarto
Com [39] que vim
Perdia a fala,
Minha mãe banhada em sangue,
E corri para beijá-la.
Alguém com tudo [40] o meu braço,
Com força segurou bem,
Chorei, e quis me livrar [41]
Mais nisso, chegou alguém
Que disse
Só fica aqui
A polícia, e mais ninguém
Me levaram lá para dentro de casa e ouvi dizer,
Alguém [42] que grande loucura
O doutor pode [43] fazer
Matar a dona Clarice
Ninguém sabia por que [44].
E beija [45] mãe
eu sentia à [46] vontade desesperada,
Com tudo [47] via que a porta do quarto estava fechada,
Me disseram
Lá tem gente [48] está sendo interrogada.
À tarde o criado leu
Para gente da cozinha
Os jornais com retrato
Que de pai e de mãe tinha,
Pareceu me [49] ser história
E [50] de mim muito longe vinha,
Porém, quando vi a foto
Na página de um dos jornais
Da minha mãe estendida
Eu caía [51] em pranto, em às [52]
Me levaram para praça,
 [53]Eu não pensar nisso mais.
Até o cair da tarde brinquei [54] mais um
gúri [55],
Porém a falta de mãe
Que de verdade eu senti,
Quando eu mais me lembrei dela
Foi na hora de dormir.
A casa toda vazia
E o quarto de mãe fechado,
Nessa noite o sono a vim [56]
Demorou muito, um bocado
E agarrado a um travesseiro
Chorei no [57] choro abafado.
O ego
O
O mundo
Ah

Transcrição realizada em conjunto com a turma - Iara - 13

Proposta por Iara

Menino de engenho em cordel

Por Iara -> 13 Uma transcrição aproximativa, em que a falta quase completa de pontuação, torna a leitura penosa e complicada (03/02/2020)

00:00
[Música]
00:03
devia [58] eu ter mais ou menos uns quatro anos
00:07
no dia em que minha mãe morreu [59] quando
00:10
em meu quarto eu dormia [60] me acordei com o
00:14
barulho e [61] na casa toda eu via [62] gente que
00:19
eu não conhecia a casa tinha invadido [63] no
00:23
quarto em que pai dormia [64] e [65] vi mãe
00:26
corpo estendido e feito um louco meu pai
00:29
por cima dela caído [66] a casa cheia de
00:34
gente da cozinha até a sala e quando eu
00:38
entrei no quarto com [67] que vi perdi a fala [68]
00:41
minha mãe banhada em sangue e corri para
00:45
beijá-la [69] alguém com todo [70] o meu braço com
00:51
força segurou bem [71]
00:53
chorei e quis me livrar [72] mais nisso [73]0:55
chegou alguém que disse [74] só fica aqui a
01:00
polícia e mais ninguém [75]
01:02
me levaram lá pra dentro da casa e ouvi
01:06
dizer alguém [76] que grande loucura o doutor
01:10
pode [77] fazer matar a dona clarice
01:14
ninguém sabia por que [78] e beija [79] a mãe eu
01:19
sentia vontade desesperada [80]
01:22
contudo via que a porta do quarto estava
01:24
fechada
01:25
me disseram [81] lá tem gente, que está sendo
01:28
interrogada [82]
01:32
à tarde o criado leu para gente da
01:35
cozinha
01:36
os jornais com retrato que de pai de mãe
01:39
tinha [83] pareceu me [84] ser história e [85] de mim
01:43
tu longe vinha
01:45
porém quando vi a foto na página de um
01:49
dos jornais da minha mãe estendida
01:53
Eu cai [86] em pranto [87] em ais [88] me levaram para a
01:56
praça
01:57
Para eu não pensar nisso mais [89]
02:01
até o cair da tarde brinquei com mais [90] um
02:04
guri [91]
02:05
porém a falta de mãe que de verdade eu senti
02:09
quando eu mais me lembrei dela foi na
02:13
hora de dormir [92] a casa toda vazia e o
02:19
quarto de mãe fechado [93] nessa noite o sono
02:22
así [94] e demorou muito um bocado e agarrado
02:26
a um travesseiro [95]
02:28
chorei um choro abafado
02:29
[Música]
02:44
o ego
02:49
o
02:52
o mundo
02:55
ah

Transcrição realizada em conjunto com a turma - Marie-Lucie - 18.5

Proposta por Marie-Lucie

Menino de engenho em cordel

Por Marie-Lucie -> 18.5 Excelente transcrição. Muita atenção durante a aula. Um belo esforço ! (10/02/2020)

Devia ter mais ou menos uns quatro anos no dia em que minha mãe morreu quando em meu quarto eu dormia.
Me acordei com o barulho que na casa toda havia [96] gente que eu não conhecia a casa tem [97] invadido.
No quarto em que pai dormia [98] eu vi mãe corpo estendido e feito um louco meu pai por cima dela caído. A casa cheia de gente da cozinha até a [99] sala e quando eu entrei no quarto com que [100] vi perdi fala [101].
Minha mãe banhada em sangue e [102] corri para beijá-la.
Alguém com todo [103] o meu braço com força segurou bem, chorei e quis me livrar [104] mas nisso [105] chegou alguém que disse : só fica aqui a polícia e mais ninguém.
Me levaram lá pra dentro da casa e eu ouvi dizer alguém : que grande loucura o doutor pûde [106] fazer, matar a dona Clarice !
Ninguém sabia por quê.
De beijar a mãe eu sentia a vontade desesperada.
Contudo via que a porta do quarto estava fechada. Me disseram : lá tem gente que está sendo interrogada.
À tarde, o criado leu para gente da cozinha, os jornais com retrato que de pai e de mãe tinha ; pareceu me [107] ser história que de muito longe vinha.
Porém quando vi a foto na página de uns dos jornais da minha mãe estendida, eu caí em pranto [108] em ais.
Me levaram para à praça pra [109] eu não pensar nisso mais.
Até o cair da tarde [110] brinquei com mais de um guri.
Porém a falta de mãe que de verdade eu senti quando eu mais me lembrei dela foi na hora de dormir.
A casa toda vazia e o quarto de mãe fechado [111] nessa noite o sono a vir demorou muito [112] um bocado e agarrado a um travesseiro chorei um choro abafado.

***

Literatura de cordel

https://www.todamateria.com.br/lite...

Vidéo n°4

Vidéo et diaporama proposés par Jennifer et Louise

A obra

Menino de engenho

José Lins do Rego

José Lins do Rego, Menino de engenho, 1932, Ed. José Olympio, ISBN 8503010453.

PDF - 613.6 ko
José Lins do Rego - Menino de engenho
José Lins do Rego - Menino de engenho

Premier extrait - Analyse de texte en classe -> p. 44


Menino de engenho - Folheto cordel

O Autor

Autor - Biografia - Personagens e Resumo da obra

Elementos biográficos & autoretrato

José Lins do Rego (nasceu no dia 3 de Julho de 1901, no Estado da Paraíba, Brasil, e faleceu no dia 12 de Setembro de 1957, no Rio de Janeiro, Brasil).

Foi um dos grandes mestres da literatura brasileira.

Publicou o seu primeiro livro, Menino de engenho [2], em 1932, descrevendo o mundo rural do Nordeste, com as fazendas, as senzalas e os engenhos.

Teve por amigos Graciliano Ramos, autor das Vidas Secas), Rachel de Queiroz, autora de O Quinze, e Aurélio Buarque de Holanda, o célebre autor do dicionário do mesmo nome.

Publicou outros romances, memórias, livros de viagem, crônicas e contos para as crianças.
Era apaixonado pelo futebol, o que se pode compreender no seu auto-retrato :

« Tenho quarenta e seis anos, moreno, cabelos pretos, com meia dúzia de fios brancos, um metro e 74 centímetros, casado, com três filhas e um genro, 86 quilos bem pesados, muita saúde e muito medo de morrer. Não gosto de trabalhar, não fumo, durmo com muitos sonhos, e já escrevi 11 romances. Se chove, tenho saudades do sol, se faz calor, tenho saudades da chuva. Vou ao futebol, e sofro como um pobre diabo. Jogo tênis [3], pessimamente, e daria tudo para ver meu clube campeão de tudo. Sou homem de paixões violentas. Temo os poderes de Deus, e fui devoto de Nossa Senhora da Conceição. Enfim, literato da cabeça aos pés, amigo de meus amigos e capaz de tudo se me pisarem nos calos. Perco então a cabeça e fico ridículo. Não sou mau pagador. Se tenho, pago, mas se não tenho, não pago, e não perco o sono por isso. Afinal de contas, sou um homem como os outros. E Deus queira que assim continue. »

PDF - 605.2 ko
Synthèse

José Lins do Rego - Autoretrato
Sabem quem foi José Lins do Rego ?
Sabem quem foi José Lins do Rego ? Respostas

Filme

Adaptação cinematográfica

Infância

Infância

PDF - 129.2 ko
Infância em Menino de engenho
A INFÂNCIA EM MENINO DE ENGENHO
André Luiz dos Santos (Adaptação) http://www.filologia.org.br/viiicnl...

Glossário

Glossaire

Glossário - Menino de engenho (Pour une recherche plein texte)


Cordel

Literatura de cordel

Apresentação : literatura de cordel

Aula apresentada por Carol

Literatura de cordel

PDF - 2.9 Mo
Apresentação realizada por Carol
Literatura de cordel - Adaptado de : https://www.coletivoleitor.com.br/l...

Fonte  : Adaptado de https://www.coletivoleitor.com.br/l...

Vídeo n°1 : Xilogravura

Vídeo J. Borges : Xilogravura

Reportagem no Jornal Hoje na Rede Globo.

Artista une xilogravura e literatura de cordel e ganha renome internacional.
J.Borges une essas duas técnicas e é reconhecido no mundo inteiro.
No sertão do Nordeste, artista aprendeu sozinho a fazer xilogravura.

Vídeo n°2 : O Cangaceiro

O Cangaceiro

O Cangaceiro, filme realizado pelos alunos de Design da UFPE, conta a história de Lampião, personagem histórico da Região Nordeste. Baseado em literatura de cordel, os versos narram seus infortúnios e seus amores [113], seu triunfo e seu declínio, e até seus acordos com o capeta [114]. A animação mostra um pouco dos mitos e da fantasia que envolve o imaginário acerca do personagem.

Produções

Vidéo Jennifer - Laisa - Louise

MPEG4 - 5.9 Mo

Trabalhos de alunos

PDF - 12.5 Mo
Padlet Seconde OIB Menino de engenho

Exercício de transcrição

Corriger la transcription automatique suivante :

***

00:00
[Música]
00:03
devia ter mais ou menos uns quatro anos
00:07
no dia em que minha mãe morreu quando
00:10
meu quarto eu dormia me acordei com o
00:14
barulho e na casa toda adiante gente que
00:19
eu não conhecia a casa tem invadido no
00:23
quarto em que pai dormia e ouvir mãe
00:26
corpo estendido e feito um louco meu pai
00:29
por cima dela caído a casa cheia de
00:34
gente da cozinha até a sala e quando eu
00:38
entrei no quarto com que vim sabia fala
00:41
minha mãe banhada em sangue e corri para
00:45
beijá-la alguém com todo o meu braço com
00:51
força segurou bem
00:53
chorei e quis me livrar mais nisso
00:55
chegou alguém que disse só fica aqui a
01:00
polícia e mais ninguém
01:02
me levaram lá pra dentro da casa e ouvi
01:06
dizer alguém que grande loucura o doutor
01:10
pode fazer é matar a dona clarice
01:14
ninguém sabia por que e beija a mãe eu
01:19
sentia à vontade desesperada
01:22
contudo via que a porta do quarto estava
01:24
fechada
01:25
me disseram lá tem gente está sendo
01:28
interrogada
01:32
à tarde o criado leu para gente da
01:35
cozinha
01:36
os jornais com retrato que de pai de mãe
01:39
tinha pareceu me ser história e de mim
01:43
tu longe vinha
01:45
porém quando vi a foto na página de um
01:49
dos jornais da minha mãe tende da anmp
01:53
caía em pranto em ai me levaram para a
01:56
praça
01:57
eu não pensar nisso mais
02:01
até o cair da tarde brinquedo mais um
02:04
guri
02:05
porém a falta de mãe de verdade eu senti
02:09
quando eu mais me lembrei dela foi na
02:13
hora de dormir a casa toda vazia e o
02:19
quarto de mãe fechado nessa noite o sono
02:22
así e demorou muito um bocado e agarrado
02:26
a um travesseiro
02:28
chorei um choro abafado
02:29
[Música]
02:44
o ego
02:49
o
02:52
o mundo
02:55
ah

***

José Lins do Rego - Autoretrato

Autoportrait de José Lins do Rego

Terminales

2. Marcos 1

Cangaço e cangaceiros


01:00 -> 04:05

Intro - Primeira parte : Inspiração

1. « Fora de... » - « fora é invariável.
2. O avô »fica neutro« ... Não fica feliz, fica neutro... Discutível...
3. »Pela uma certa comunidade« = por uma... (por + um não se contraem...)
4. »O mais bravo...« Você podia ir mais longe, desenvolvendo a ideia »do mais bravo entre eles"... Quem poderia ser ? Um moleque ? Um futuro senhor de engenho... ?

04:05 -> 05:44

Segunda parte : Um herói

1. António Silvino, aliado do povo, « certa ideia de justiça social ». Quando você fala, aqui, dos « meninos », de que meninos está falando ? de Todos... ?

05:44->

Terceira parte : Medo e temor do cangaceiro

PREMIÈRE

1. Leelhya

1. Leelhya

2. Yuneidi

2. Yuneidi

3. Eloïc

3. Eloïc

4. Shayann

4. Shayann

5. Maria

5. Maria

6. Dorine

6. Dorine

7. Emilly

7. Emilly

8. Laurine

8. Laurine

9. Taina

9. Taina

10. Olivia

10. Olivia

11. Matheus

11. Matheus

12. Diana

12. Diana

13. Audrey

13. Audrey

14. Kimberley

14. Kimberley

15. Julianne

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16. Layane

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17. Jordi

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Menino de engenho - Premier extrait -> p. 26
Deux colonnes

1

Transcrição realizada em conjunto com a turma

Proposta por ...

Menino de engenho em cordel

Por ... -> NOTA Excelente transcrição (e muita atenção durante a aula assim como um belo esforço para escrever sem erros !), apesar de uns pequenos erros ou aproximações sem grande importância (09/02/2020)

Notes

[1] Usina = do francês usine

[2] Moenda = Um moinho é uma instalação destinada à fragmentação ou pulverização de materiais em bruto, especificadamente grãos de trigo ou de outros cereais, por meio de mós. Seu surgimento representou uma grande inovação na história da humanidade...

[3] quando em meu quarto eu dormia

[4] que na casa toda havia.

[5] Gente que eu não conhecia, a casa tinha invadido.

[6] No quarto em que pai dormia, eu vi mãe corpo estendido e feito um louco o meu pai por cima dela caído.

[7] com que vi perdi a fala

[8] Alguém contudo o meu braço, com força segurou bem.

[9] Só fica aqui

[10] e

[11] ouvi dizer alguém :

[12] E beijar mãe eu sentia vontade desesperada. Contudo via que a porta...

[13] fechada. Me disseram

[14] Lá tem gente que está sendo interrogada.

[15] com o retrato que de pai e de mãe tinha

[16] ser história que de muito longe vinha.

[17] Porém, quando vi a foto

[18] eu caí em pranto, em ais

[19] Me levaram

[20] nisso mais.

[21] Até ao cair da tarde, brinquei com mais de um guri

[22] que de verdade eu senti eu senti

[23] toda vazia

[24] sono a vir

[25] muito

[26] Devia eu

[27] barulho que na casa...

[28] havia. Gente...

[29] conhecia, a casa...

[30] em que

[31] com que vi perdi a fala

[32] contudo o meu braço com força segurou bem

[33] do quarto

[34] que de pai e de mãe tinha

[35] a vir

[36] travesseiro

[37] eu

[38] que

[39] com o que vi

[40] contudo = cependant

[41] de pensar

[42]  : Que grande loucura...

[43] pôde

[44] porquê

[45] beijar : infinitivo !

[46] sentia a vontade

[47] contudo

[48] que

[49] pareceu-me

[50] que de muito longe vinha

[51] eu caí

[52] em ais !

[53] Para

[54] com mais de

[55] guri

[56] a vir

[57] um

[58] Maiúscula !

[59] vírgula

[60] Pontuação / maiúscula

[61] que

[62] havia. Gente

[63] Pontuação / maiúscula

[64] Pontuação / maiúscula

[65] eu

[66] Pontuação / maiúscula

[67] com o que vi

[68] Pontuação / maiúscula

[69] Pontuação / maiúscula

[70] contudo (cependant)

[71] Pontuação / maiúscula

[72] de pensar

[73] Pontuação / maiúscula

[74] Dois pontos : citação

[75] Pontuação / maiúscula

[76] Dois pontos : citação

[77] pôde

[78] porquê

[79] beijar

[80] Pontuação

[81] Dois pontos : citação

[82] Pontuação

[83] Pontuação

[84] Pareceu-me

[85] que de muito longe vinha

[86] caí

[87] vírgula

[88] Pontuação

[89] Pontuação

[90] mais de um guri

[91] Pontuação

[92] Pontuação

[93] Pontuação

[94] a vir

[95] Pontuação

[96] Pontuação / Maiúscula : havia. Gente...

[97] Tinha, tempo

[98] Pontuação

[99] à

[100] Com o que vi

[101] Perdi a fala

[102] eu

[103] Contudo = cependant

[104] omissão : de pensar mais nisso

[105] Pontuação

[106] pôde

[107] pareceu-me

[108] Pontuação

[109] para

[110] Pontuação

[111] Pontuação

[112] Pontuação

[113] O bandido-herói Lampião Amou Maria Bonita !

[114] Capeta  : Entidade maligna ou espírito do mau ; diabo, satanás.